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Lopes Caliman Luciana

興趣
Hum... Sou inteligente, divertida, simpática, bem humorada, sincera e muito, mas muito, modesta. Hehe... Faço qualquer coisa pelos meus amigos, mas sei me vingar quando pisam no meu calo... Amo incondicionalmente... E luto pelo que eu quero até o fim! "Tudo passará...." A tristeza, a mágoa, a solidão, tudo passará; assim como a alegria, o amor também passarão. Nada é eterno... Por pior que seja uma situação, ela passará! E, quando o momento for feliz, aproveite-o ao máximo, porque ele também passará!
1月23日

DESEJO

DESEJO - Vitor Hugo

 

Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos;

Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível.

E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você, sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.

11月19日

Solidão

Solidão

(vista por Chico Buarque)

 

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
isto  é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos  perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

6月14日

A Lua e as Estrelas

Durante muito tempo admirei a beleza da Lua e das Estrelas. O céu inteiro se rendia aos seus encantos e a noite era infinitamente mais bela quando o brilho desses astros estavam juntos.

Parecia a união perfeita, o amor eterno, a razão de suas existências. Era impossível pensar na Lua e não se lembrar do companheirismo das Estrelas. E era impossível ver as Estrelas e não se render ao amor da Lua por elas.

Por algumas vezes, cheguei a presenciar algumas brigas entre a Lua e as Estrelas. Não sei se era ciúmes do brilho da outra, ou se era medo de que algum dia a outra fosse embora. Só sei que as brigas logo se resolviam. E todo o amor entre elas voltava a iluminar a noite.

Sempre achei que este era o amor mais lindo que existia. A Lua, por mais fraca que estivesse, sabia que tinha as Estrelas ao seu lado. E as Estrelas sabiam que a Lua, por mais que mudasse sua forma, morria de amores por elas.

Só que nem mesmo essa linda união escapou da inveja e da discórdia. As nuvens, que vagam pelos céus, sem destino, sem alegria e sem amor, decidiram que não existiam razões para esse amor incondicional.

E assim, quando encontravam um momento de fraqueza ou descuido, procuravam de todas as maneiras promover intrigas entre as amantes.

E é por isso que, em algumas noites, não podemos vê-las juntas. Às vezes, as nuvens se espalham e fofocam às Estrelas qualquer maldade sobre a Lua. E as Estrelas, escondidas pelas nuvens, abandonam a lua.

Outras vezes, as nuvens se reúnem e juntam suas forças para apagarem a Lua. E a Lua, inocente sobre as intenções das nuvens, culpa as Estrelas por todos os problemas e as abandonam no céu.

Mas, mesmo sabendo da luta das nuvens para separar essa união, percebo que, uma ou outra noite, a Lua e as Estrelas voltam a se amar e ficam lado a lado no céu. E que, por mais que hajam brigas, intrigas e discórdia, elas voltam a brilhar juntas.

Porque esse amor é eterno e nem o tempo nem os empecilhos provocados pelas nuvens invejosas poderão separar a Lua das Estrelas.

6月8日

Dar...

Dar não é fazer amor.
Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto.
Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para as mais desavisadas, talvez por anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazia.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "O que você acha amor?".
Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, suas amigas perdoam.
Se você for brava, suas amigas perdoam.
Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
Mas... experimente ser amada.
(Luís Fernando Veríssimo)

A Raposa e o Lenhador

Existiu um Lenhador viúvo que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Ele tinha um filho lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.

Os vizinhos do Lenhador alertavam que a Raposa era um bicho, um animal selvagem, e portando, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O Lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.

Os vizinhos insistiam:

- “Lenhador abra os olhos! A Raposa vai comer seu filho... Quando sentir fome, comerá seu filho!”

Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho, e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a Raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada... O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa... Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma cobra morta...

O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu caminho e não se deixe influenciar... E principalmente não tome decisões precipitadas...